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Novas formas de aprender linguagens

Conjugação verbal, pronomes, adjetivos, substantivos, predicados… São muitos os pontos que vêm à mente quando falamos sobre o estudo da Língua Portuguesa. Acontece que dominar a Língua Portuguesa não se restringe apenas a escrever bem. É preciso desenvolver habilidades que vão desde a interpretação de texto até a linguística, quando se demonstra o que se quer dizer. Ou seja, conhecer bem a língua contribui para uma boa comunicação e para a socialização de maneira geral. É por isso que o ensino de Linguagens está passando por um processo de aprimoramento, atendendo as novas demandas da vida moderna.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece novas diretrizes para tornar o ensino das línguas mais democrático. O documento estabelece, por exemplo, a presença de textos multimodais – popularizados pela democratização das tecnologias digitais – e as questões de multiculturalismo – uma demanda política da contemporaneidade.

Sendo assim, pelos padrões estabelecidos na BNCC, as habilidades estão agrupadas em quatro diferentes práticas: Leitura, Produção de Textos, Oralidade e Análise Linguística/Semiótica. De forma geral, a principal preocupação do documento é demandar protagonismo dos alunos, mesmo os de anos iniciais, deixando bem clara a necessidade de contextualizar as práticas de linguagem. Para isso, a BNCC estabelece quatro campos de atuação: jornalístico/midiático, vida pública, artístico/literário e práticas de estudo e pesquisa.

Foram essas as preocupações e as diretrizes tomadas pelo Sistema GGE de Ensino para elaborar a Coleção Basis deste ano. Para que os alunos tenham um melhor entendimento e envolvimento com os assuntos abordados, os capítulos foram divididos de modo que haja uma complementação entre os conteúdos de gramática, produção textual e redação. “Em Português, cada capítulo (que são compostos por quatro tópicos) tem o primeiro ponto de leitura e os três seguintes de análise linguística. Tudo com base no texto apresentado”, explica o Assessor de Linguagens do Sistema GGE de Ensino, Herbertt Neves.

A mesma lógica foi adotada para o estudo de produção textual, onde cada capítulo aborda um gênero e a proposta é trabalhar não apenas as características daquele modelo de escrita como também permite que o aluno escreva naquele formato. Sendo assim, no primeiro tópico, são trabalhadas as características do gênero, abordando as tanto as características discursivas, quanto as textuais e as linguísticas. No segundo tópico, é a hora da alimentação temática, quando o aluno precisa aprender a como se apropriar do tema. O momento seguinte é o de procedimento da escrita, quando ele coloca a mão na massa. Por fim, o quarto tópico é o momento da oralidade e da multimodalidade.

“Neste quarto tópico, é quando o aluno irá explorar o mesmo gênero só que com novas possibilidades de linguagens, que é um destaque que a BNCC dá na linguagem digital. Inclusive, o texto que abre este tópico sempre traz um vídeo que o aluno deve assistir”, detalha Herbertt Neves.

De acordo com a professora do 9º ano do Colégio GGE, Juliana Chagas, o modelo adotado na Coleção Basis oferece ao aluno uma reflexão sobre a língua portuguesa como um todo. “O aluno é convidado a refletir, a analisar o emprego da língua. Não é apenas uma interpretação de texto. É uma reflexão ampla onde as turmas participam muito mais e são levadas a construir uma opinião sobre o tema estudado”, diz. A professora acredita que o projeto contribui, inclusive, para que os estudantes possam ter uma maior compreensão dos enunciados. “A abordagem leva a um entendimento melhor do conteúdo, o que ajuda na compreensão da questão trabalhada”, pontua.

Segundo Herbertt Neves, o modelo baseado em textos, com abordagens mais contextualizadas, já é uma realidade de concursos, como o Enem e demais vestibulares. Por este motivo, era algo já esperado pelos professores. “Os livros didáticos já trabalham com isso há um certo tempo, mas, ainda muito ligados ao modelo tradicional de ensino. A nossa proposta é ter um modelo mais moderno, que dialogue com o momento em que o aluno vive, onde há uma forte demanda por produção de textos e uma familiaridade com o universo do vídeo e da produção de conteúdo para a internet. São abordagens que não podem mais ser deixadas de lado. Pelo contrário, precisam ser estimuladas e o debate incentivado”, conclui.

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